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Duas Amigas, Um Blog

Duas amigas de longa data e algumas das histórias que têm para contar. No fundo duas raparigas com uma grande capacidade para dizer parvoíces..

Duas Amigas, Um Blog

Duas amigas de longa data e algumas das histórias que têm para contar. No fundo duas raparigas com uma grande capacidade para dizer parvoíces..

Simplicidade para quê

Ontem li esta frase no livro O Alquimista de Paulo Coelho:

 

"...ninguém sente medo do desconhecido, porque qualquer pessoa é capaz de conquistar tudo o que quer e necessita. Só sentimos medo de perder aquilo que temos, sejam as nossas vidas ou as nossas plantações."

 

 

Mas será mesmo assim? Então se nos sentimos bem com aquilo que temos e sabemos que não o iremos perder - a não ser com a morte, mas essa não podemos adivinhar - não teremos também um pouco de medo do que não temos? Talvez porque ter isso é sinal de que afinal o que temos não é o que realmente queremos, ou é?

Há muito tempo que me convenci de qual é o meu sonho. Não quer dizer que o realize, muito por culpa de mim mesma, mas isso não interessa, o que vale é que sei qual é. Mas se, por algum "milagre" o realizasse, o que seria de mim depois? Será que conseguia continuar sabendo que aquilo que precisava, que queria, já é meu? São os seres humanos assim tão programados a pensar até um certo momento e depois...pronto?

Também depende da pessoa, pois. Eu sei que aquilo que quero não vai ser meu porque conheço as minhas limitações, impus a mim mesma esse fim. Sei que não há ideias nem formas de ter o que quero, até porque se viesse a ter, nem ia saber o que fazer com isso.

Mas admiro quem consegue. Por que será? É genética? É o tal behaviorismo dos teóricos da psicologia, sobre os comportamentos e o meio em que estamos? É ter dinheiro? É acreditar na fé? É o quê? O que faz com que alguns tenham auto-estima e vontade e força e motivação para chegar lá?

Por que são os outros, os que não conseguem, chamados de falhados? Será que....não sei...tudo depende de como se querem as coisas. Eu não vou ser melhor do que sou porque não quero. Sou uma falhada, diriam alguns. Mas não é fazer uma escolha o epítome máximo da liberdade humana? Uma escolha para não se ter não é melhor que não conseguir algo?

Ahhh, acho que não digo coisa com coisa.

 

Necas

 

 

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